Saúde Pública: Hospital Santa Rita ( UMMI ) virou sinônimo de medo e terror para gestantes

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A maternidade é para muitas mulheres um momento de felicidade, carinho e atenção por parte de todos que as rodeiam. Ser mãe é uma dádiva de Deus. Para a maioria das famílias é um momento impar. Ter um acompanhamento digno com a devida estrutura e amparo médico-hospitalar, em tese é um direito garantido por lei a todas as gestantes, sejam elas atendidas pelo Sistema Público ou Privado de Saúde.

Isto em tese é claro!

Compreender os significados do cuidado humanizado no pré-natal, as divergências, convergências e barreiras para sua efetivação na ótica de gestantes e profissionais é papel e obrigação do Poder Público.

“Estudos apontam para um modelo de saúde humanístico centrado no ser humano e no seu protagonismo; evidenciando o cuidado integral e ético; mostrando entraves do sistema de saúde e da sociedade para concretizar o ideário da humanização, superáveis pelo empenho político e profissional, pela formação de redes solidárias entre serviços de saúde e mobilização social; ampliando a produção de conhecimento e subsidiando mudanças na prática” 

Porém o município de Teixeira de Freitas é mais uma daquelas cidadezinhas do interior, onde tudo é muito normal e natural. Inclusive que sistematicamente vidas de inocentes sejam ceifadas de forma aleatória e indiscriminada, principalmente por um Sistema Público de Saúde incapaz de atender as demandas mais simples das gestantes e recém-nascidos no único hospital publico municipal que que presta atendimentos exclusivo aos mesmos.

Estamos falando da UMMI ( Unidade Municipal Materno Infantil ).

Quem na cidade de Teixeira de Freitas não tem, ou sabe de alguém que teve um filho ou uma gestante morta teoricamente por negligência médica no referido hospital? Somente de Janeiro a Agosto do presente ano, já contabilizamos cerca de cinco óbitos de recém-nascidos, em tese vitimados por negligência, recusa de atendimento ou diagnósticos equivocados.

Na ultima terça feira 15 de agosto de 2017 sentindo fortes dores uma senhora no 8º mês de gestação, procurou o posto de saúde no bairro onde mora a procura de atendimento. A mesma teve a negativa de atendimento, pois segundo relato de funcionários do posto naquele dia não havia médico algum fazendo atendimento, e que a mesma deveria voltar na quarta feira seguindo orientação de uma agente de saúde.

Na quarta feira (16/08) como a mesma não compareceu, uma agente de saúde foi até a sua residência saber o motivo do seu não comparecimento. A mesma informou que as dores haviam cessado. Na quinta feira (17/08) as dores voltaram e a mesma retornou ao posto e ao examina-la o médico teria dito que o feto não apresentava movimento ou batimentos, encaminhando imediatamente para a UMMI.

Internada na UMMI a mesma aguardava para que fosse realizada a ultrassonografia, ou seja no sábado (19/08) foi constatada a morte da criança no ventre. Liberada no domingo (20/08) tudo que restava a essa mulher, que supostamente foi vitima de violência obstétrica, foi levar o corpo do seu filho para ser velado e chorar a dor de ter perdido aquele ser inocente que seria motivo de felicidade.

A Pergunta que fica sociedade é!

Quantos mais inocentes irão morrer, nos postos e hospitais por falta de atendimento humanizado, por falta de médico, por falta de remédios, por falta de exames, por falta de tudo?  Afinal o que nos separa dos outros animais é a racionalidade. Mas é racional que tantos morram em menos de 8 meses?

Mais um gestão, para a conta que já está no vermelho pelo sangue de tantos inocentes vitimas de negligencia.

 

Obs: A pedido da família e amigos não divulgares os nomes da pessoas mencionadas na matéria.

 

Por: Opinião Pública/ Léo Feitosa

 

 

 

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